Do encadeamento de escolhas
August 1, 2008 at 10:29 am 1 comment
De quando em quando fazemos coisas que não podemos desfazer. Um encontro em que se perde a hora, um comentário mais ácido que não consegue se segurar, um elogio mais delicado antes do devido. É longa a lista. Em um segundo a palavra vem a sua cabeça, em outro sai, no terceiro se quer trazê-la de volta, fracasso. Parece-me que a vida é como uma gigante cadeia de acertos e erros e a probabilidade marginal de se avançar positivamente, ao longo de um relacionamento, é decrescente. Se a cada escolha podemos ou acertar ou errar, se temos chances iguais disso, a chance de errar em uma escolha é de 50%, de errar em duas é de 75%, em três 82,5%, e aumenta sem parar. É claro que há muitos fatores que influem no esquema. As afinidades, compatibilidades, mudam as chances de acerto e erro a cada iteração, tendemos a acertar mais quando conhecemos melhor o outro, quando ele adquiriu alguns significados importantes para nós. Além disso, o impacto de um erro é diverso, dependendo de como o outro te vê, uma pessoa querida, próxima a você terá uma maior resistência aos seus erros até que se torne insustentável qualquer continuidade. Apesar disso se olharmos atentamente para o sistema descrito veremos que não importa com quem se dê nossa interação, a tendência é caminhar para o erro, para o desentendimento.
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Grande Rael | August 4, 2008 at 12:30 am
A dani, que pessimista.
Veja:
-2 opções nao geram chances iguais de modo algum, é um pouco mais complexo do que pedir pro pai um carro e ter 50% de sim. Entao tudo que aprendemos na vida miniza esses erros heroicamente, até bactérias aprendem.
-Você acha que numa relaçao só o erro importa? Sim eventualmente erraremos, muito menos do que voce sugere, mas mesmo assim os acertos estão lá pra bancar isso tudo, pra passar com média.
-Pára de ser emo