Choice – part one

Sometimes it is really hard to believe that life is supposed to be like it is. That it is supposed to be so hard. Really, can anyone tell me of something really valuable that doesn’t cost a lot? In Economics we say that the cost of something is what you give up in order to obtain it. That is the concept of opportunity cost, every choice has as its cost, if you walk to the mall, you can’t be at the bar, if you go visit you uncle, you can’t be fishing, if you buy an ice-cream, you’re giving up on a pack of crackers. It doesn’t really seem that tough when you’re comparing a walk at the mall or a beer at the bar, or when you choose if you want a strawberry or chocolate cake. The real issue is that this applies to everything. E.g. so she talked to you about that issue, she told you she wants to go away. This is a moment of choice, what will your reaction be? If she is the girl of your life, if you believe she is, because we’re never meant to truly know any of these matters in a world where the future is uncertain and information is imperfect, then you can decide to show her she’s wrong or, if you believe she is not that big of a deal to you, then you can decide to let go off your dream, that maybe wasn’t that dreamy, but more of a good feeling that could come to you in other ways. If you picture the situation like that it doesn’t become that hard but we have to add here the problem of misunderstanding and misevaluation. Maybe you didn’t really get what she tried to say to you, maybe you see her as the one girl for you but she never told you about that particular issues that changes the whole situation, maybe you think she’s not the one girl for the same reason, she has yet to show you that particular thing about her that will make you fall thoroughly in love with her. The mean fact about life is that you have to choose something, not choosing anything is still a choice, because someone or somewhat will be chosen for you. Each of these choices has very high costs. If you decide to show her you’re up to it, that the issue has a solution that you can pursue, that you can be whatever she needs you to, then you’re assuming the risks which are nowhere near low, you may be frustrated, you may be rejected, you may be unsuccessful. On the opposite hand, if you choose to let go you’ll have to deal with the fact that you’re giving up to some of the most precious you ever had, you will have to face the fact that you may never be as happy, as realized as you could. None of these options are wrong and neither one of them are right, it is very hard to take the moral judgment off them, to see them just as paths leading to a future situation that may or may not be better than the current one. It gets even more complicated than that, perhaps if we manage to take off the moral judgments the decision can get even tougher, you don’t have the moral points weighing any of the sides of the balance. Choosing is all about forgoing, is all about taking the chances, you can never know if the other path would have lead to a brighter future.

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September 16, 2008 at 4:20 pm 1 comment

Successive Approximations

I don’t know if that makes any sense, but somehow I feel like writing something in English. I have many dreams, one of them, one of the less achievable ones, is to win a Nobel prize in economics. I’ve been reading some Nobel laureates and they all write in English, they all have a lot to say as well.  Maybe the only way to be truly heard by many is like that, in English. It is kind of strange to write things in a language that is not your own, somehow all the things you want to say get new contours, new colors. Each dream, each plan, each thought, seems deeper, seems to mean more, to be worth more. Maybe that is the magic of learning new languages, being able to tell the same thing in another way, a way that makes people, who would not pay any attention otherwise, aware that you have something to say, and that it is worth reading, it is worth listening. I’ve noticed the benefits of sometimes using another language myself quite a while ago, there are some things that only exists in one language, some words, some ideas, some expressions, it is not uncommon for me to use them, but writing entire texts is something I usually avoid, until now. I think we should always try to say the things that mean a lot to us in multiple ways, it is something very close to Weber’s method of successive approximations, it is particularly good for communicating feelings or emotions. It is not unusual at all for me to have the feeling I didn’t get the message across, especially when I’m communicating emotions or feelings, they are always so unique, so hard to touch, to organize. To explain them in a certain way, then to look for another way of looking at it, to shed light at some other angle, to say it in another language, with other words. It is like an iterated process, each time we get closer and closer to what we really wanted to say, maybe never really reaching it, but that is what makes living life exciting, imperfect information.

September 12, 2008 at 1:35 pm 5 comments

Ariela

Saiu correndo pelas escadas, descia pulando de dois em dois degraus, seus pés pisavam vacilantes, os sapatos havia retirado dos pés e carregava na mão esquerda, a bolsa no ombro, às vezes segurava o corrimão. Não enxergava bem o caminho, as lágrimas turvavam sua visão. Ariela havia chamado o elevador mas, perturbada demais, não agüentou esperar. Partindo do décimo quinto andar, desceu sem pensar, sem parar. Tropeçou no hall do nono, não se levantou. Sentou ao lado de uma porta estranha e chorou. Com os joelhos erguidos, os braços cruzados sobre eles e o rosto no meio, Ariela chorou por muitos minutos. Sua maquiagem escorria escura, da cor dos cabelos bagunçados, pela face, os óculos jogou no chão depois que sentou. Ninguém discordaria de que Ariela, apesar ou por conta de seu estado, estava notavalmente atraente naquele momento. Não pensava, não avaliava, não raciocinava, chorava. Se pensasse lembraria que está não era a primeira vez e que as coisas se acertaram na última. Se avaliasse perceberia que tudo aquilo era conseqüência direta das coisas que havia dito e que a situação não podia se desenrolar de maneira diferente. Se raciocinasse perceberia que eram oito da noite, o prédio tinha quatro apartamentos por andar e era bem provável que alguém a notasse ali, ouvisse seu choro e, com intenção de ajudar, perguntasse o que tinha acontecido. Ariela não saberia explicar. Tudo o que sabia é que pegou as chaves do carro, disse que não voltaria, bateu a porta…

August 1, 2008 at 11:19 pm 3 comments

Do encadeamento de escolhas

De quando em quando fazemos coisas que não podemos desfazer. Um encontro em que se perde a hora, um comentário mais ácido que não consegue se segurar, um elogio mais delicado antes do devido. É longa a lista. Em um segundo a palavra vem a sua cabeça, em outro sai, no terceiro se quer trazê-la de volta, fracasso. Parece-me que a vida é como uma gigante cadeia de acertos e erros e a probabilidade marginal de se avançar positivamente, ao longo de um relacionamento, é decrescente. Se a cada escolha podemos ou acertar ou errar, se temos chances iguais disso, a chance de errar em uma escolha é de 50%, de errar em duas é de 75%, em três 82,5%, e aumenta sem parar. É claro que há muitos fatores que influem no esquema. As afinidades, compatibilidades, mudam as chances de acerto e erro a cada iteração, tendemos a acertar mais quando conhecemos melhor o outro, quando ele adquiriu alguns significados importantes para nós. Além disso, o impacto de um erro é diverso, dependendo de como o outro te vê, uma pessoa querida, próxima a você terá uma maior resistência aos seus erros até que se torne insustentável qualquer continuidade.  Apesar disso se olharmos atentamente para o sistema descrito veremos que não importa com quem se dê nossa interação, a tendência é caminhar para o erro, para o desentendimento.

August 1, 2008 at 10:29 am 1 comment

Um bom relacionamento

Um bom relacionamento é aquele em que duas pessoas, auto-suficientes e independentes, resolvem aproximar-se uma da outra, não por carência, nem por necessidade. Elas ficam bem sozinhas e não precisam do outro para se sentirem completas. Duas pessoas, assim, completas, podem optar (é de se pensar o quanto verdadeiramente é uma opção a escolha de ficar junto com alguém que, sem ele, não conseguimos suportar a sensação de incompletude. Só há opção quando há liberdade) por ficar juntas.

Essas pessoas devem ser antes de tudo, não cronologicamente, mas em termos de importância, amigas. Conhecendo e valorizando sua própria individualidade podem elas estar juntas em um relacionamento de respeito das diferenças, ao invés de concessões. Necessariamente, com o passar dos tempos, todos desenvolvemos uma série de características, valores, manias, hábitos, idéias que são únicos e que definem o que nós somos, abster-se disso é aceitar ser menos aquilo que nos constitui e mais o que outro gostaria.

É assim, prezando o que é de cada um, sem impor o meu ao seu que podem ao mesmo tempo se desenvolver o amor, o afeto, o carinho, o respeito, a atração, em suma o bom relacionamento e, ao mesmo tempo, a individualidade.

É interessante reparar que quando as coisas se desenrolam de maneira diferente então os dois caminhos, o de estar junto e o de ser um indivíduo único acabam tomando caminhos opostos e, com algum tempo, se tornam incompatíveis. Penso que não devemos seguir por um caminho que te obriga a optar por aproximar-se do outro ou aproximar-se de si próprio.

July 20, 2008 at 9:29 pm 4 comments

O ar da cidade liberta

A vida carece de sentido. É fácil a comprovação empírica, basta ver o tamanho desenvolvimento que houve até os dias de hoje da ciência, que dá sentido racionalizando, da religião, que dá sentido transcendendo, da astrologia, alternativa mística. Outra maneira de se constatar a forte necessidade que o homem tem de imprimir um sentido à vida é o crescente número de workaholics. Trabalhar, trabalhar, trabalhar, enquanto estamos ocupados essas dúvidas e dores existenciais são bastante amenizadas, pra alguns é o trabalho mesmo que dá o sentido pra tudo, há quem morra depois de se aposentar. Se se tem em conta que se é um em meio a bilhões de outros essa necessidade se torna ainda maior, sendo individualmente menos e menos importantes para o todo há que se perguntar se existe algum motivo em absoluto. Quanto mais aprendemos e percebemos que o mundo é vasto, mais difícil parece ser encontrar o norte para essa sucessão de lugares, sensações, fatos, acasos, pessoas que passam rapidamente por nós.

Sem embargo, vejo nessa dificuldade motivo para grande comemoração. A dor derivada do sentimento de insignificância cósmica, de indiferença do mundo perante nós, ao mesmo tempo em que flagela, liberta. Não haver um sentido destrava infinitas possibilidades. Permite que cada um escolha, mude, ajuste, seu próprio sentido ao sabor dos acontecimentos, mais que isso, possibilita viver sem obrigação de qualquer direcionamento. “Stadtluft macht frei” (o ar da cidade liberta), mais que isso, quanto maior a cidade, maior a liberdade. É ninguém saber quem você é que lhe permite ser aquilo que quiser. A pressão interna de corresponder a esta ou aquela expectativa é tremendamente amenizada quando todos são estranhos a sua volta.

July 2, 2008 at 8:29 pm 3 comments

A luz silenciosa

Algumas vezes não sabemos bem de onde vêm as coisas, os medos, os sentimentos, os desejos, isso não impede que eles nos penetrem, inundem, preencham completamente. Por vezes não existem culpados, as razões não são claras, a hora é inesperada. Nada disso torna tudo menos verdadeiro, intenso, real. Dentre todas as oportunidades e alternativas algumas das mais interessantes tem pouca lógica, parecem, e talvez sempre sejam, incompreensíveis. Não pense, não pergunte, não reflita, sinta. Às vezes a luz é silenciosa e a única coisa que nunca poderemos é voltar no tempo.

June 18, 2008 at 11:02 pm 5 comments

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